quarta-feira, dezembro 03, 2008

Estorinha do Peixe

Em minhas loucuras às vezes me imagino um ser desconhecido, destes que você olha na rua e não sabe o nome nem de onde veio... e fica pensando qual seria a história de vida daquele ser que compartilha comigo o mesmo logradouro.

Em momentos também olho os objetos, e me pego pensando quantas pessoas utilizaram-no e qual foi o benefício que trouxe sua utilidade. Qual seria portanto seu fim quando esta utilidade acabasse ou se tornasse obsoleto a tal ponto que não valesse mais a pena utilizá-lo.

Que tal os animais? Com aqueles olhares cativantes, ações carinhosas em troca de afagos ou comida.
O que pensam? Será que imaginam nossos “donos”, será que tem imaginação? E sonhar? Será que eles sonham? Enxergam colorido ou Preto-e-branco? Já ouvi dizer que conseguem ver fantasmas e até nossa alma.
Que sentem cheiro de nossos medos e chateação...

Pensar nas plantas e nos outros seres vivos... uma amiga tem um relato de planta que era apaixonada por um peixe, e ela conta isso de forma tão convincente que um dia acabará por convencer.
Será que as plantas sentem dor? Calor? Frio? Será que pensam (ou se apaixonam??)
Será que os peixinhos dormem? O que será que os peixes pensam? Será que eles pensam?

Vou de peixe hoje...
Supondo então que pensam quando vêem um humano lá em baixo mergulhando acho que pensariam... sabia que eles existiam... chamem a mamãe, o papai, todos que puderem, eu vi... não estou louco... chamem os jornais a TV, atenção todas as espécies, você ainda vão dizer que é montagem minha, mas presenciei... eles chegaram... vão nos dominar... alôôô pessoal dos sete mares venham ver...

Os seres que vivem lá em cima naquele planeta onde se matam por terem cores diferentes, falarem outra língua, ou por um mal que chamam de dinheiro, eles que se julgam “superiores” e destroem aquilo que os mantêm vivos...
O peixe-companheiro diria, “nunca antes na história desta corrente marítima” foi visto um destes, acho que a crise atravessou o Atlântico né? Estão vindo pra cá é porque acabaram com tudo lá em cima...

Olha lá... o ET-humano está se mexendo... ele solta bolhas!! (...)enquanto ficava maravilhado pensando naquele bicho estranho e curioso no meu planeta(...)
- ai ai... GLUP... iihh... ficou escuro aqui, acho que fui devorado por um peixe de outra espécie, virei comida... é... como diria um cantor que não lembro o nome agora “aqui em baixo as leis são diferentes”, bobeou já era...

Aqui não tem rico, não tem pobre, não há lucros ou poupança, consumimos somente o que temos e a violência se resume a não sermos comidos, ou chegar logo no plâncton flutuante antes que outro peixe mais rápido leve ele embora...
Matar?Somente nossa comida... e isso já é muito...

Quem são os seres inteligentes? É... acho que os peixes pensam.

Ah, se você leitor não lembrou o nome do cantor, é biquíni cavadão, na letra da música Zé Ninguém.

Um comentário:

A amiga do peixe e da flor disse...

A Madeleine e o Aristóteles!!!

“...uma amiga tem um relato de planta que era apaixonada por um peixe, e ela conta isso de forma tão convincente que um dia acabará por convencer.”

O dia que o Aristóteles chegou, um peixinho verde e vermelho, a Madeleine ficou toda dada! Ela se abriu em flores e, do dia para a noite, todos os seus galhos ficaram de um verde reluzente! O Aristóteles percebeu na hora, apesar de peixe, tinha um bom faro, e não se fez de rogado: abria todas as suas guelras para ela. Um dia, cheguei em casa, e notei que eles estavam se olhando. Rapidamente, coloquei o aquário perto do vaso e, quando percebi, o Aristóteles saltava dentro do aquário para jogar pequenas gotas de água na Madeleine.
Mas um dia...
Uma Calopsita Macho posou na janela e a Madeleine trocou olhares com ele. Sabe o que o Aristóteles fez? Num momento de insanidade, ele pulou do aquário no tapete e ficou lá, agonizando a sua morte. Então, como num fim trágico, a Calopsita Macho, que na verdade era fêmea, pegou o Aristóteles pelo bico e o levou como refeição aos seus filhotes.
E a mais romântica história de amor entre peixes, plantas e um passarinho muito safadinho acaba por aqui!

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