quarta-feira, abril 29, 2009

Navegar ou Viver?





Filosofia de vida, momento de reflexão...
Hoje escrevo no centralizado, tentando centralizar o pensamento de uma filosofia confusa...

Entre as muitas turbulências de trabalho e faculdade e as noites frias que gelam ainda mais minha alma, por muitos momentos me questiono como Fernando Pessoa, Navegar ou Viver? Segundo ele "navegar é preciso, viver não é preciso" (http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Pessoa).


As vezes tenho medo de viver, as vezes quero a vida, sigo por momento navegando, os dias passam, envelheço sob o céu desta metrópole como mais uma formiguinha no meio da multidão. Do caos do trânsito como milhões de paulistanos, seguem minhas vagas reflexões sobre a passagem dos dias.


Acho que ando trabalhando demais, e pra tudo que não é trabalho, acho que tenho medo de viver, não propriamente por quem vive, mas porque quem é vivo morre, e só não morrem as flores de plastico, as frutas de cera...


Ai, que saudades de meu pai pra me dizer o que é certo neste momento, navegar ou viver? Fugir por aí em busca de dias mais quentes para minha gélida alma ou navegar em busca de mares não navegados, de metas inalcançáveis ou do futuro que está para acontecer?


Onde fica o tal ponto de equilíbrio? Procurei no meu teclado e não achei...


Esta música me lembra dias depressivos, Márcio, Renê... as vezes entendo estes brothers, falar é fácil e viver é complicado... a cada batalha, cada luta, as vezes ganha, as vezes perdida busco forças para não me juntar a lista dos desanimados que perderam seus sonhos!


Navegar ou viver? Flores de plástico não morrem, mas também não vivem! Não são rejeitadas, mas não recebem amor, água ou carinho... ninguém as envia, ninguém as recebe, as flores de plástico são somente enfeites que ocupam espaço, como manequins! Objetos...




Flores - Titãs

Composição: Tony Bellotto / Sérgio Britto / Charles Gavin / Paulo Miklos

Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo

A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem

Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo


A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem

Viva as flores de verdade!

Leandro Marçal - Zidane

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