quarta-feira, novembro 25, 2009

Perder para Ganhar - Cientista Michel Serres



Acredito que etou fazendo parte desta evolução como a maioria de nós, se não dizer todos que estão aqui.

Apesar de não me considerar burro, considero minha memória péssima.

Citarei um exemplo: conheço pelo menos meia dúzia de linguagens de programação e sei que sou capaz de programar em qualquer uma com uma qualidade razoável, mas por muitas vezes quando preciso recorrer a uma sintaxe extata, vou ao Google, ou ao Help para pesquisar a tal sintaxe.

Ainda no exemplo e linha de raciocínio acima, saber todos os detalhes, estruturas, conceitos, parametros e sintaxes de uma linguagem de programação seria então coisa do passado? Acredito que não, porém seria algo para o especialista naquela linguagem. O que não me faz pior que este especialista e tampouco melhor que ele.

No meu perfil vale mais o generalista, lidando com a parte técnica de forma profissional, mas também com o perfil comportamental, entendendo o cenário macro que envolve a tecnologia e os problemas que isto resolve. Sou capaz de resolver problemas técnicos e o faço ao longo dos meus dias, por sua vez em linguagens diferentes. E o cenário macro é o que me fascina, o poder de utilizar meus conhecimentos e facilitar a vida das pessoas.

Vale uma reflexão da capacidade cognitiva, evolutiva e sua adaptabilidade ao perfil profissional, mas o fato de não ter de imediato o conhecimento detalhista da linguagem "a" ou "b", me permite portanto conhecer "a" e "b", com conceitos, e estruturas diferentes. O resto o google, o help, um bom livro ou um amigo ajudam.

Quantas coisas não foram criadas e inventadas nos últimos tempos? A evolução está on-line, a capacidade de criação aumentou, e a nossa memória está em bancos de dados espalhados pelos nossos bancos de dados, sejam celulares, pockets, e-mails, ou googles por aí...

E você o que acha? Comentem...

Abraço,

Leandro Marçal

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Leandro Marçal - Zidane
http://leandromarcal.blogspot.com

2 comentários:

Renato Kimura da Silva disse...

Sensacional o vídeo, e muito pertinente suas colocações, Leandro. Fui por outra linha, mas concordo com a sua.

É interessante a ideia que surge, daquela pessoa que temos na cabeça como especialista em determinada ferramenta. Se pararmos para analisá-la mais a fundo, quase com certeza enxergaremos uma pessoa centrada naquilo que faz, atada a uma mesma metodologia.

Como exemplo, pare e pense na pessoa que mais tem domínio sobre determinada linguagem de programação que você conhece.

Naturalmente, ela deve conhecê-la a fundo por ser especialista naquilo que faz. Quantas vezes essa pessoa não terá deixado de lado a oportunidade de adquirir um novo conhecimento ou explorar um mesmo problema por outros rumos, por comodismo naquilo que está habituada, ou por medo de ceder às bases?

Agora pense na pessoa mais ferrada que você conhece. Essa pessoa provavelmente é a mais maleável, a mais disposta a adotar novos métodos. Ela pode não saber exatamente como percorrer todos os caminhos, assim como você não tem decoradas todas as estruturas de programação. Mas ela sabe aonde esses caminhos vão levar, e de certo saberá os desvios necessários no percurso.

Por fim, outra grande variável nesse processo de construção é o tempo. O tempo nos dá a segurança necessária para arriscar o novo. Nos dá ainda, a oportunidade de soltar a base, e agarrar o prêmio.

Primeiro se engatinha.


Abraços!

Abreutax disse...

O conceito de informação e conhecimento tem mudado muito nos ultimos anos e muda a todo momento.
A todo momento nos perguntamos como viviamos sem X coisas (ex. celular, google e etc).
Mas com isso vamos seguindo o tempo e aprendendo com ele e usando ele.
Se não o fizer-mos, somos engolidos pelo tempo e ficamos alianados a um tempo em que não existia o que tanto nos ajuda hoje.
abs

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